Buenos Aires - carnaval de 2014 - silêncio e ruídos (deserto e ocupação)
Moro no sul do Brasil, nunca gostei de carnaval mas ele sempre acha um meio de se infiltrar nas mídias e contaminar nossos ouvidos. Este ano resolvi fugir dos sons alegóricos e de qualquer notícia impressa ou lembrança televisiva sobre o assunto. Voei até Buenos Aires para passar o feriado, desviando cuidadosa e preconceituosamente do tango ao caminhar pelas largas avenidas.
Os sons da cidade portenha são meio abafados. Todos os ruídos de uma grande metrópole estão lá, mas percebe-se a natureza desértica (baixa densidade populacional) do restante do país como um pano de fundo. Quando as coisas vão se acalmando percebe-se o silêncio preenchendo tudo.
Dentro do táxi, percorrendo os 35 km entre o aeroporto e a capital federal observo vastas planícies, pessoas fazendo pic-nic em família, andando de quadriciclos, caminhonetas e motocicletas de cross. Chegando ao centro começam os "Pi, Pi, Pi" das buzinas dos autos. A buzina na Argentina é institucionalizada. Pí Pí Pí no transito dia e noite sem trégua.
No café da manhã silêncio e um apitinho agudo a cada dois minutos. A cafeteira elétrica sinalizando que está ligada.
No ônibus de turistas no andar de cima sem capota é possível fugir das buzinas e bipe-bipes por um tempinho. Vento batendo nos cabelos, silêncio mais ou menos e tranquilidade. Solzinho que aquece mas não queima a pele. Efeito da latitude ou longitude? O alto falante do guia turístico corta o silêncio. No andar de baixo esperando e preparando para descer percebo que o motorista do ônibus buzina duplamente. Em cada esquina uma buzinadinha curta preventiva contra os malucos que não respeitam a preferencial. E outra buzinadinha malandra provocando las chicas que passam pela calçada.
Passando na frente dos teatros da Av Corrientes, muitos musicais, Peças clássicas, stand-up, show de Blues do DR House e Metallica by request
Hard Rock café.The Cavern Club Buenos Aires. Cafés cafés cafés. Livraria livros e cds de metal para minha coleção.
No cemitério da recoleta. PAX. gatinhos. Só o barulho do vento puxando o ar mofado, morno e azedinho de dentro dos mausoléus com suas portinhas semiabertas e os caixões largados ali para quem quiser ver. Espero que estes aqui de cima estejam vazios e os cheios estejam enterrados sob o concreto. Que susto! Um gato dormindo em cima de um caixãozinho de criança. Tirei foto, conversei, mexi na portinha e ele nem se mexeu. Folgado. Não está me ouvindo.
No Subte show do ACDC, guitarra dupla e violaozinho. Muitas pessoas carregando instrumentos. Saxofone, contrabaixo, etc, pelas ruas da cidade.
Táxi para o aeroporto tocando U2, No pedágio (10 carros, 5 min, é lei). Terminando a música do U2 começa outra e dai eu me pego a imaginar se aquela era uma rádio rock... acho que sim. e me lembro que tinha esquecido do carnaval no Brasil depois de 4 dias desviando cautelosa e preconceituosamente do tango em cada esquina. Sem saudade nenhuma das nossas rádios podres tocando sertanejo universitário, funk, etc, Que sorte tem os argentinos.
Os sons da cidade portenha são meio abafados. Todos os ruídos de uma grande metrópole estão lá, mas percebe-se a natureza desértica (baixa densidade populacional) do restante do país como um pano de fundo. Quando as coisas vão se acalmando percebe-se o silêncio preenchendo tudo.
Dentro do táxi, percorrendo os 35 km entre o aeroporto e a capital federal observo vastas planícies, pessoas fazendo pic-nic em família, andando de quadriciclos, caminhonetas e motocicletas de cross. Chegando ao centro começam os "Pi, Pi, Pi" das buzinas dos autos. A buzina na Argentina é institucionalizada. Pí Pí Pí no transito dia e noite sem trégua.
No café da manhã silêncio e um apitinho agudo a cada dois minutos. A cafeteira elétrica sinalizando que está ligada.
No ônibus de turistas no andar de cima sem capota é possível fugir das buzinas e bipe-bipes por um tempinho. Vento batendo nos cabelos, silêncio mais ou menos e tranquilidade. Solzinho que aquece mas não queima a pele. Efeito da latitude ou longitude? O alto falante do guia turístico corta o silêncio. No andar de baixo esperando e preparando para descer percebo que o motorista do ônibus buzina duplamente. Em cada esquina uma buzinadinha curta preventiva contra os malucos que não respeitam a preferencial. E outra buzinadinha malandra provocando las chicas que passam pela calçada.
Passando na frente dos teatros da Av Corrientes, muitos musicais, Peças clássicas, stand-up, show de Blues do DR House e Metallica by request
Hard Rock café.The Cavern Club Buenos Aires. Cafés cafés cafés. Livraria livros e cds de metal para minha coleção.
No cemitério da recoleta. PAX. gatinhos. Só o barulho do vento puxando o ar mofado, morno e azedinho de dentro dos mausoléus com suas portinhas semiabertas e os caixões largados ali para quem quiser ver. Espero que estes aqui de cima estejam vazios e os cheios estejam enterrados sob o concreto. Que susto! Um gato dormindo em cima de um caixãozinho de criança. Tirei foto, conversei, mexi na portinha e ele nem se mexeu. Folgado. Não está me ouvindo.
No Subte show do ACDC, guitarra dupla e violaozinho. Muitas pessoas carregando instrumentos. Saxofone, contrabaixo, etc, pelas ruas da cidade.
Táxi para o aeroporto tocando U2, No pedágio (10 carros, 5 min, é lei). Terminando a música do U2 começa outra e dai eu me pego a imaginar se aquela era uma rádio rock... acho que sim. e me lembro que tinha esquecido do carnaval no Brasil depois de 4 dias desviando cautelosa e preconceituosamente do tango em cada esquina. Sem saudade nenhuma das nossas rádios podres tocando sertanejo universitário, funk, etc, Que sorte tem os argentinos.
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